colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Medicina, Superstição e Magia (numa Sintra Lendária) - palestra de entrada livre

palestra de entrada livre, apenas limitada
à lotação da sala


    No próximo Domingo (4 de Dezembro de 2016) estarei na Casa do Fauno para mais uma palestra! Desta vez será a Medicina, Superstição e Magia (numa Sintra Lendária).

    Se já não a/o vir há muito, espero que possa aparecer para se deixar novamente deslumbrar com a história lendária de Sintra!


♦♦♦ INFORMAÇÕES

Domingo, 4 de Dezembro de 2016, 17h00
Local: Casa do Fauno, Sintra (mapa)
Entrada livre (limitada à lotação da sala)


♦♦♦ SINOPSE
  
    Tendemos a pensar isoladamente em cada uma delas, e cada uma delas em seu tempo próprio. A verdade é que no passado nunca estiveram verdadeiramente separadas, embora se procurasse sempre forma de o fazer. E como as encontramos na história de Sintra? Entrelaçadas. Entrelaçadas funcionando a história lendária destes montes e vales para que melhor consiga mergulhar no passado da Medicina, Superstição e Magia.


Convite realizado pelo Atrium Rosacruz de Sintra.


Página de Evento de Facebook da palestra: https://www.facebook.com/events/1785684728352000/














sábado, 12 de novembro de 2016

Um Presente de Natal: "Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua"


Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua
de Miguel Boim (O Caminheiro de Sintra)

    Um dos presentes que poderá oferecer neste Natal é o livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua.

    Para além de o ter disponível em várias livrarias e estabelecimentos comerciais do país, poderá oferecê-lo já autografado - ou com dedicatória dirigida a quem o pretenda oferecer.

    Se não conhece o livro Sintra Lendária, poderei dizer-lhe que é um apanhado de muitos anos de trabalho de investigação direccionado para as lendas de Sintra assim como para os factos lendários da história desta Vila e Serra de Sintra, em que ao longo de mais de 400 páginas encontra centenas de pormenores, factos, que puxam pelo coração de quem por Sintra se deixe atrair.

    Conta também com mais de mil notas de rodapé que sustentam esses factos lendários da história de Portugal directamente relacionados com Sintra. As mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, ajudarão também a abrir portas para um ambiente de longínquos tempos.

    Além de se encontrar à venda na Bertrand e na Fnac, poderá encontrá-lo em inúmeras outras livrarias, assim como em muitos espaços comerciais de Sintra já com significado para vivência de Vila e Serra: Casa do Preto, Jornal de Sintra, Café Saudade, Espaço Edla, Centro Interactivo de Mitos e Lendas de Sintra, Museu das Artes de Sintra (MU.SA), Casa do Fauno, Posto de Turismo do Cabo da Roca, Lugar dos Sabores, Fortuna Café, parques e palácios da Parques de Sintra Monte da Lua (Palácio da Pena, Palácio da Vila, Palácio de Queluz, Chalet da Condessa, Palácio de Monserrate, Parque da Pena, Convento dos Capuchos).

    Mas se o quiser receber autografado ou com dedicatória (relembro o excelente presente de Natal que será), bastará enviar mensagem de e-mail com o assunto "SL" e dir-lhe-ei como deverá proceder para fazer o pagamento por transferência bancária (ou por Paypal) e receber o seu exemplar Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua pelo correio.


a apresentação do livro Sintra Lendária no histórico Grémio Literário
pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta
esq. para a dir.: Basílio Horta, Miguel Boim, Alexandre Gabriel (editor da Zéfiro)
créditos fotográficos: © Grémio Literário

    Se desejar poderá consultar o artigo sobre o Sintra Lendária presente nas imagens que se encontram imediatamente abaixo - terá inclusivamente acesso ao índice, para além da menção ao antigo palácio da Regaleira (que existe no lugar daquele que hoje nos fascina) e à antiga configuração da Peninha!

primeira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

segunda página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

terceira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra


O p.v.p. (preço de venda ao público) é de 29,90€. O envio para Portugal continental é gratuito.

(seja livreiro, seja dono de outro espaço comercial, se tiver o meu livro à venda e quiser ver aqui o nome do seu espaço, por favor entre em contacto comigo)











14.º Encontro ETerna Biblioteca

As Lendas de Sintra e os Ratos de Biblioteca: doces para os adultos,
sonhos para os jovens
- será o título de uma das minhas intervenções

    Este ano estarei presente no 14.º Encontro ETerna Biblioteca, com duas intervenções. Uma delas far-se-á através de uma pequena comunicação: As Lendas de Sintra e os Ratos de Biblioteca: doces para os adultos, sonhos para os jovens.

    Para quem já conheça o Encontro, será mais um relembrar. Para quem ame a biblioteca e o livro, será mais uma porta para outros mundos.

    Poderá mais abaixo consultar o programa deste evento promovido pela Câmara Municipal de Sintra (tanto em imagem como em texto).

    Caso necessite de obter informações deverá contactar a Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra através do número de telefone 91 923 60 63 ou do endereço eterna.biblioteca@gmail.com Neste link terá acesso ao formulário de inscrição. Para ficar a par da modalidade de Curso de Formação deverá consultar o website da novafoco.


ETerna Biblioteca
14.º Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares 

       25 e 26 de Novembro de 2016


PROGRAMA



Sexta | 25 de Novembro

Centro Cultural Olga Cadaval | Auditório Acácio Barreiros

9h30  Sessão de Abertura

          Manuela Silva | Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares
          João Costa | Secretário de Estado da Educação (a confirmar)
          Basílio Horta | Presidente da Câmara Municipal de Sintra
     
10h00 Conferências | Moderação: Ana Paula Cunha | Escola Secundária de
           Ferreira Dias
          
       Ferreira de Castro: vida e obra em 25 minutos
         Ricardo António Alves | Museu Ferreira de Castro

       As Lendas de Sintra e Os Ratos de Biblioteca: doces para os adultos, sonhos para os jovens
         Miguel Boim – O Caminheiro de Sintra
          
11h00 Pausa  

11h30 Conferências | Moderação: Raquel Camacho – Divisão de Educação da CMS
   
       20 anos de bibliotecas escolares. E agora?
           Isabel Mendinhos – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares

        A leitura na Biblioteca Escolar – caminhos a percorrer
            Helena Araújo – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares

12h30 Intervalo

14h00 Promover o Cinema na Biblioteca Escolar
             Conversa conduzida por Rui Pedro Tendinha, jornalista de cinema, com o cineasta Gonçalo Tocha.

15h00 Painel | Moderação: Fernando Pinto do Amaral – Comissário do Plano Nacional de Leitura   

     As bibliotecas dos escritores      
           Miguel Torga – Clara Crabbé Rocha
           Ruy Belo – Teresa Belo (com exibição do filme “a teu respeito – Luís Miguel Cintra recorda Ruy Belo”, de Fernando Centeio e Paulo Mil Homens)


16h30 Conferência | Comentário: Miguel Real – Escritor
          
       A biblioteca e o futuro
              António Ladeira | Texas Tech University

17h00 Pausa

18h00 EB Mário Cunha Brito | Agrupamento de Escolas Queluz-Belas
            Inauguração da Biblioteca Escolar com a participação do ilustrador Pedro Seromenho.



Sábado | 26 de Novembro


9h30/12h30 | Ateliês

       A)    Museu Ferreira de Castro
               Roteiro Castriano de Sintra | Ricardo António Alves

       B)    Sala de Fotografia – MU.SA – Museu das Artes de Sintra
                Fotografia e Memória | João Vasco (Escola Secundária Matias Aires)

       C)    Sala Art déco – MU.SA – Museu das Artes de Sintra
               A BD no País do Sol Nascente | JANKENPON - Ricardo Andrade e Íris Loureiro

       D)    Sala Vergílio Ferreira – Biblioteca Municipal de Sintra
               A Música dos Livros | Nuno Cintrão (Conservatório de Música de Sintra)

       E)    Livraria/Casa do Chá e da Leitura dos Hipopómatos na Lua
               Biblioteca Municipal de Sintra
               Brunch na Livraria. “A Literatura não é, como tantos supõem, um passatempo. É uma nutrição.” | Nazaré de Sousa



Biblioteca Municipal de Sintra – Sala do Conto | Livraria - Casa do Chá e da Leitura dos Hipopómatos na Lua | Jardim

15h00 Lançamento do livro Sonho com Asas e inauguração da exposição dos originais de ilustração

       Teresa Marques – Texto
       Fátima Afonso – Ilustração
       Margarida Noronha – Kalandraka
       João Vaz de Carvalho – Apresentação


17h00  Antestreia
       A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen
           Teatro TapaFuros

21h00/24h00 

       As Lendas de Sintra no Passado e na Paisagem: a Biblioteca Ganha Vida 
            Passeio pedestre nocturno orientado por Miguel Boim – O Caminheiro de Sintra Actividade sujeita a inscrição própria.

Agradecimento: apoio logístico prestado pelos alunos monitores da Biblioteca Escolar da EB 2,3 Professor Galopim de Carvalho.

clique para consultar o programa alusivo a dia 25 de Novembro
(1.ª parte da ETerna Biblioteca)

clique para consultar o programa alusivo a dia 26 de Novembro
(2.ª parte da ETerna Biblioteca)













terça-feira, 1 de novembro de 2016

"O Lagarto, o Coração e o Dragão" - Jornal de Sintra, 4 de Novembro de 2016

O Lagarto, o Coração e o Dragão
edição de 4 de Novembro de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá ler em formato digital o meu último artigo no Jornal de Sintra!
   
    O Lagarto, o Coração e o Dragão chegam-lhe através de algo que nos últimos tempos tem espicaçado a curiosidade das pessoas. Aparecem-lhe em percepções, mas percepções que têm em si o simbolismo de tempos passados e o encanto por uma das grandes personagens da história de Sintra.

    Para ler o artigo bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma).

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.













sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Dia Municipal para a Igualdade

Dia Municipal para a Igualdade 2016
organizado pela Câmara Municipal de Sintra


    Muito honradamente tendo aceite o convite da Câmara Municipal de Sintra para me juntar à celebração do Dia Municipal para a Igualdade 2016, sugeri o título Da pena de Maria Almira Medina à Pena da Condessa de Edla para este evento organizado pela autarquia local.

    Tratar-se-á de uma caminhada - com uma configuração ligeiramente diferente das visitas que habitualmente realizo -, em que poderei contribuir com algumas das histórias da História que se relacionam com Sintra e que visam a importância da temática e da sua celebração, e em que quem participe poderá contribuir com bens alimentares não perecíveis e de higiene pessoal, que irão reverter para o Pólo Alimentar do Município e serão posteriormente distribuídos por famílias carenciadas.

    Caso deseje participar bastará aceder a este link, no qual aconselho primeiramente a consulta das normas de participação - para que possa ajudar ainda mais a engrandecer esta celebração e seu dia -, e posteriormente a realização da sua inscrição (as inscrições são limitadas).

    O seu contributo - não só neste dia mas também ao longo da sua vida - é importante. Quantos mais agirmos para tornarmos este mundo num Mundo melhor, mais o coração dos justos sossegará.











terça-feira, 4 de outubro de 2016

"Corte na Aldeia" - Jornal de Sintra, 7 de Outubro de 2016

Corte na Aldeia
edição de 7 de Outubro de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já se encontra disponível na sua versão digital o meu último artigo no Jornal de Sintra. Desta vez os seus olhos passearão por uma paisagem e maneiras do século XVII, através de um dos mais belos corações da história de Portugal. Cruzar-se-á fugazmente com Baldassare Castiglione e Francisco de Portugal, mas será Francisco Rodrigues Lobo que lhe vai trazer mais encanto às suas memórias de Sintra, através do seu Corte na Aldeia.

    Para ler o artigo bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma).

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.













sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"D. João II e os Campeões Europeus" - Jornal de Sintra, 26 de Agosto de 2016

D. João II e os Campeões Europeus
edição de 26 de Agosto de 2016 do
Jornal de Sintra

    Sim, é verdade. O título é estranho e não é usual entre os meus escritos encontrar-se este tipo de imagética. Mas quem sabe - "quem sabe" - não se surpreenderá? O que é certo é que poderá a partir de agora consultar gratuitamente a versão digital deste meu último artigo no Jornal de Sintra, que une dois tempos muito, muito diferentes.

    Poderá ler o artigo abrindo a imagem (ou realizando download da mesma). Se quiser também poderá seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 26 de Agosto de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda - e como sempre - o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 18 de julho de 2016

"As Barbas de D. João de Castro" - Jornal de Sintra, 1 de Julho de 2016


As Barbas de D. João de Castro
edição de 1 de Julho de 2016 do
Jornal de Sintra





    Poderá a partir de agora consultar a versão digital do meu último artigo no Jornal de Sintra, que celebra um dos Grandes da história de Portugal. E acima de tudo, um dos Grandes de espírito! Através deste artigo (As Barbas de D. João de Castro) sentirá certamente tornar-se mais intensa a relação entre o forte Castro - como Camões se lhe dirigiu em Os Lusíadas - e a Serra de Sintra.

    Para ler o artigo bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 1 de Julho de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Encantos da Trindade de Sintra" - Jornal de Sintra, 3 de Junho de 2016

Encantos da Trindade de Sintra
edição de 3 de Junho de 2016 do
Jornal de Sintra

    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo (Encantos da Trindade de Sintra) do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra, onde poderá ficar com a sua curiosidade ainda mais espicaçada relativamente a este secular edifício que despercebido a muitos passa.

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 3 de Junho de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 6 de junho de 2016

6 de Junho, Amor a D. João de Castro

um anjo em gravura de 1671 carregando as armas dos Castro da Penha Verde

     Se o sentimento de saudade e nostalgia que se encontram nos genes do povo português é muitas vezes associado ao mar e ao desejo inicial de expansão do Reino - da qual surgiu o Império -, é inegável que além daqueles que partiam por bem ou por necessidade, partiam outros que sem dúvida também contribuiram para que esses sentimentos de tristeza, nostalgia e saudade, nos ficassem impregnados nos genes.

     Estes últimos eram conhecidos como os degredados. Tinham de ir para o degredo. Ir para o degredo era simplesmente cumprir uma pena que podia ter o peso de anos em celas e calabouços, mas na qual as pessoas, os sentenciados, tinham de se ir embora de Portugal: ou para África, ou para o Brasil, ou para a Índia. Podiam ficar no degredo 10 anos como podiam ficar no degredo para o resto de suas vidas.

     Camões, por exemplo, foi degredado por um período de tempo que hoje não conseguimos com certeza determinar.

     Mas existiam ainda outros que tinham um diferente "degredo", aqui atribuindo esse termo entre aspas devido ao facto da esperança de voltarem ao Reino, de voltarem a Portugal (e alguns a Sintra) era nula. Ao cargo de Vice-Rei da Índia estava associada essa nula esperança. E por outro lado, no Vice-Rei estavam depositadas muitas esperanças. Esperanças de conseguir governar a província do Império de forma imaculada.

     D. João de Castro foi um desses governadores, um dos Vice-Reis da Índia.

     Poderia contar inúmeros episódios de sua vida, mas existem alguns poucos que pelo menos para mim têm um enorme impacto, existindo um em especial que merece ser destacado - embora nos correntes dias lhe encontrem mais traços de curiosidade e graça do que o compreender da magnitude dos princípios e honra que lhe está por detrás.


gravura rasurada de D. João de Castro, de um livro da biblioteca de
António Carvalho Monteiro, antigo proprietário da Quinta da Regaleira

     Como Vice-Rei da Índia viu-se na década de 1540 obrigado a resistir a todas as investidas que os sultões filhos do Crescente lhe enviavam; numa delas, num desses ataques, o seu próprio filho de 19 anos, D. Fernando, que se encontrava num extremo da fortaleza resistindo a um cerco que havia meses se tinha levantado, acabou por morrer na explosão de uma armadilha que os homens do Sultão tinham montado.

     Em alguns relatos da história ficou-nos que, esperando-se o silêncio e o luto nos dias seguintes a saber a notícia, quando D. João de Castro saiu às ruas fê-lo vestindo-se galhardamente, montado a cavalo e mandando repicar os sinos de todas as igrejas; dizia que seu filho não morrera mas que ganhara a palma [glória; triunfo] de cavaleiro acabando valentemente.

     Terminado o cerco a Diu, D. João de Castro viu-se na necessidade de reconstruir a fortaleza para conseguir resistir aos ataques do Sultão de Cambaia que recomeçariam com o regresso do Verão. Mesmo sendo governador da Índia não tinha dinheiro para tal. Resolveu então escrever uma carta aos senhores de Goa, dizendo-lhes que necessitava desse empréstimo. Dizia também que não o fazia sem lhes dar provas de sua honra; desenterrara os ossos de seu filho para os dar como penhor, para lhes garantir que iria pagar aquele empréstimo. Dizia-lhes ainda que infelizmente por ter morrido há pouco tempo, os ossos de seu filho ainda não se encontravam nas condições para que pudessem servir de penhor. Daria assim e enviava-lhes, as suas próprias barbas, parte de seu corpo para garantir que esse empréstimo seria pago.

     Na resposta os senhores de Goa deram-lhe o montante necessário para a reconstrução da fortaleza de Diu e devolveram-lhe as suas barbas. Disseram que tão honrosos penhores não eram necessários pelo amor que lhe tinham, e ele a eles.


D. João de Castro numa gravura do século XIX

     As suas barbas foram mantidas num relicário de prata e cristal ao longo de séculos, tendo sido avistadas pela última vez no início do século XIX na sua antiga propriedade, para a qual queria sempre voltar, e onde desejava ser sepultado. Propriedade que estimara e aumentara com dedicado amor.

     D. João de Castro morreu na Índia, nos braços do conhecido missionário Francisco Xavier, na maior das misérias.

     O que nos deixou através de sua história é algo demasiadamente valioso. É das maiores riquezas que podem existir nesta terra que se chama Portugal.

     Deixou-nos essa imensa riqueza, e não só. Pediu a seu filho que fosse erguido um convento dedicado aos Capuchos, na Serra de Sintra.
     Hoje temo-lo.
     Encantando quem o visita, e quem o visitando se deixe encantar pela vida de D. João de Castro.


o brasão dos Castro no Convento dos Capuchos da Serra de Sintra




     Deixou-nos também a Quinta da Penha Verde, contendo em si, em seus inúmeros recantos e maravilhas do sentir da história, muito do que aquele ser humano era. A Quinta da Penha Verde, que tanta dedicação lhe dedicara, para onde desejara sempre voltar, nem que apenas para ser sepultado.


     E tenho uma esperança, uma esperança que com o passar dos anos não morre, de que o relicário que guardou tão honroso penhor, ainda hoje exista. Este que é para mim um Graal da honra na história de Portugal, é também um Graal de Sintra, por o seu antigo lugar de guarda ter sido a Quinta da Penha Verde.

     6 de Junho de 1548, dia em que seu coração parou, mas que fez com que os nossos batessem com mais força. Amor a D. João de Castro.